De bucho cheio

Os deuses do futebol estão sorrindo. O que se viu ontem em Gravataí/RS foi de encher de satisfação qualquer apreciador do bom futebol e do belo espetáculo. O Torcedor Xavante, em especial, está orgulhoso, só sorriso, esbanjando felicidade.

Vou começar falando da Torcida Xavante. Que maravilha! E ainda há quem não aceite o título de sermos a Maior e Mais Fiel do Interior do RS. Se não nós, que outra torcida viaja 600Km (ida e volta) para ver o seu time jogar uma segunda rodada de um campeonato? E não estou falando de algumas dezenas ou centenas de torcedores, mas uma quantidade na ordem dos milhares. Não é mol, Roberval. Claro que há uma diferença abissal entre a Torcida Xavante e as demais torcidas. Enquanto eles vão ver jogos, nós vamos assistir presentações. Dorme com esta, secador.

E falando em apresentação, o que vimos ontem foi um futebol de primeira qualidade. Uma apresentação de luxo. Futebol moderno, com marcação sob pressão e sem deixar espaço para o adversário. Quando de posse da bola, um ataque veloz, com muita movimentação e variação de jogadas. Fazendo minhas as palavras do meu amigo Nílvio Severo, o Guardião da História Xavante: “O jogo – apresentação (IHS) – foi uma demonstração de futebol atual, onde todos jogam”.

E falando em apresentação, o que vimos ontem foi um futebol de primeira qualidade.

 

Ouvi algumas pessoas comentando que o time da Cabofriense é muito ruim. Discordo totalmente. O que aconteceu, foi que o GEB não deixou eles jogarem. Fomos para cima desde o primeiro instante. Pressão total e muita movimentação. Foram envolvidos pelo bom futebol apresentado pelo Xavante. Não deu nem para saber se o time deles é bom ou ruim.

Afirmo, sem medo de errar: este é o melhor time Xavante desde há muito tempo. Provavelmente, desde o saudoso time de 1984/1985, da era Felipão/Valmir Louruz. Um time compacto, com dedicação e comprometimento dos jogadores, sem abrir mão do bom toque de bola, da jogada rápida e muita movimentação. Estou de bucho cheio. É bom ser Xavante!

Estão de parabéns a nossa diretoria, a comissão técnica e os nossos Guerreiros. O que sempre se apregoou, está sendo feito. Resta a nós, Torcedores, fazer a nossa parte. Acho muito bonita toda a festa feita, o incentivo dado nas arquibancadas em qualquer lugar onde nos apresentemos. Mas só isto não é o suficiente. Amor não enche barriga. É preciso, também, darmos o suporte financeiro necessário para que este trabalho tenha continuidade. Embora a festa tenha sido bela, esta apresentação em Gravataí certamente teve um custo que não precisávamos.

É bom ser Xavante!

Em entrevista ao final da partida o nosso treinador Rogério Zimmermann falou de salários atrasados. Embora um quadro normal no futebol brasileiro, não é bom. Jogador é trabalhador e, como tal, merece receber pelo trabalho feito. Mais que nunca, é hora de todo e qualquer Xavante ser sócio, de apoiar as promoções e de comparecer em massa as apresentações. Não podemos deixar a chama apagar.

 

Abs.


Ivan Schuster
Onda Xavante

 









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