É decisão | Ivan Schuster

Pronto. Chegamos ao ponto que queríamos. Não tem mi-mi-mi nem nhém-nhém-nhém. Domingo tudo será decidido. Poderemos sonhar com um futuro novo, uma porta de saída, ou permaneceremos, sei lá por quanto tempo mais, neste mundo de miséria dos campeonatos regionais, das copinhas frente a times sem clube e sem torcida, de Bra-Pel com emoção identificada somente pela imprensa local. O limbo das almas perdidas.

Não sei se os nossos Guerreiros Xavantes tem noção da importância que esta apresentação representa para o nosso clube. Chego a pensar que é melhor que nem tenham idéia disto. Aumentaria a pressão. Porque, meus companheiros e companheiras de geral, estamos a 90min do resto de nossas vidas. Segurem-se em suas cadeiras que o avião vai chacoalhar, o barco irá balançar.

Eu, como a grande maioria, não poderei estar presente. Sofrerei pela internet. Com sorte, conseguirei acessar a transmissão com imagens pelo site do nosso adversário. Mas, não tem nada não, estaremos representados e em grande estilo e número. O GEB não se apresenta sozinho. Já ouvi que teremos um número ao redor de 1.000 Torcedores Xavantes. Exagero, dirão alguns. Está certo, deixemos por 500. Ainda assim, não é pouca gente. Ainda mais em se tratando de Xavantes. Para se ter um comparativo, na Baixada haviam 3(três!) testemunhas do jacaré. Parecia até a torcida dos lobobões, a solange grená ou os verdinhos com síndrome de leite desnatado. Se bem que os 3 jacarés estavam mais animados do que os outros citados normalmente estão. Foi mal. Desculpa aí. Chora!

A notícia boa é que estaremos com a equipe completa. Teremos o nosso capitão Leandro Leite de volta ao meio-campo. Para mim, o atleta mais importante do time Xavante. Com ele em campo parece-me que o time fica mais organizado, compacto, jogando de forma mais segura e equilibrada. Leandro Leite é Xavante, Cirilo está acima do bem e do mal.

Gostei muito das atuações do Felipe Garcia e do Chicão. Torço para que iniciem a partida. O GEB não pode se apresentar pensando na vantagem obtida, fechado, esperando o adversário. Temos que manter a nossa forma de atuar, ir para cima, sufocar e tentar ganhar. Se ficarmos atrás, esperando pelo contra-ataque, é maior a chance de morrermos. Eu, enfartado, e o GEB, tomando um gol. Um exemplo claro do que temo é o que aconteceu com o Corinthians frente ao Atlético/MG ontem. Foi pelo resultado, até em uma posição bem mais vantajosa que a nossa, e não resistiu a pressão dos mineiros. O Corinthians podia tomar 2 gols. Fez 1 logo no início, passando a vantagem para 3 gols. Aí, tentou cozinhar o galo em banho maria e tomou 4 na cola, de virada. Isto é que torna o futebol maravilhoso, embora os corintianos não devem estar concordando com isto neste momento.

Mas estou tranquilo(mentira). Sei que temos uma boa equipe e um excelente treinador. E isto é a mais pura verdade. Mais que verdade. É fato. Mesmo que venhamos a não subir, não dá para reclamar do trabalho feito. Se o resultado do futebol fosse baseado exclusivamente de meritocracia e justiça, certamente estaríamos com a classificação garantida. Mas, infelizmente, não é assim que a banda toca. Futebol é antes de tudo, imprevisibilidade.

O que mais me preocupa não é a apresentação do GEB em si, mas o nosso oponente. Os caras, além de possuírem um bom time, jogarem em casa, no calor seco, campo grande, grama alta e tudo mais, possuem muita força política, dinheiro e poder. E aí meu chapa … melhor nem pensar. Oremos. Os deuses do futebol que nos protejam.









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