A tua hora vai chegar!

Que preguiça! Durante este período sem futebol, sinto como se estivesse hibernando. A vida passa lentamente, os dias parecem os mesmos, nada acontece. Como diria aquela hiena do desenho animado, “Oh vida, oh céus!” (só para quem tem mais de 40 anos). Nem a minha mulher me aguenta. Depois de ficar o ano inteiro me criticando por todos os finais de semana eu ir a Pelotas assistir as apresentações do GEB – o GEB não joga, apresenta-se – sinto que está próximo o dia que ela irá me perguntar: “O teu time não joga hoje?”.

Mas o martírio está próximo do fim. Falta menos de um mês. E para retornar em grande estilo, enfrentaremos, já logo de cara, o “time dos polenta”, que agora nem sei mais a quem pertence. Só sei que por lá empregaram aquele boçal metido a valente que agrediu covardemente o repórter da RBS/Pelotas e descaradamente incitou a violência quando da nossa apresentação frente ao Londrina. Como zorra total é pouco quando se fala de futebol nacional, que é dirigido pela CBF e regrada pelo STJD, o referido elemento nem foi citado no julgamento. Saiu liso como camisinha lubrificada. Mas a hora dele há de chegar. Não de forma violenta e muito menos proveniente de algo que dependa da justiça. Mas o que é dele está guardado na alma Xavante. E o Trem Pagador estará lá. Sim, podem arredar que a Maior e Mais Fiel do Interior do Estado está chegando. “Chora polenteiro, o sonho acabou …”.

Gostei das notícias sobre a volta de “ilustres” para dentro do quadro diretivo e operacional do GEB. Já era hora de acabarmos com as disputas de belezas e com as guerras de purpurina, e nos unirmos para trabalhar em conjunto e a favor do GEB. Um clube pequeno como o nosso, com inúmeras dificuldades e limitações, não pode se dar ao luxo de ter disputas de ego e vontades. Se há divergências, que se converse e se ache uma solução comum. Negociar é preciso. É o tal passarinho na mão ao invés de dois voando. O GEB não tem dono e será do tamanho que quisermos. E fez-se a luz.

Falando nisto, veio-me a cabeça as últimas entrevistas do nosso general de guerra, Rogério Zimmermann. O cara é de uma lucidez incomum. É fato que a imprensa local tem lá seus beicinhos para com o RZ. Provavelmente pela forma, diria eu, com um certo “cinismo” com que ele responde as perguntas nas entrevistas. Mas o que este pessoal tem que entender é que precisam se esforçar um pouco mais. O RZ está anos luz à frente de qualquer dos habituais entrevistados e entrevistadores. Meu conselho: saiam da caixinha, abram a janela, respirem fundo, procurem algo novo, estudem, aprendam, falem de futebol de forma séria, técnica e criativa, e deixem de lado aquele reme-reme e disse-que-disse de sempre. Pensar é preciso.

É hora de pararem de dar crédito a quem não tem e de tentarem comparar o que é incomparável. Precisam enxergar um pouco além da Ponte do Retiro e começar a promover e a incentivar quem realmente pode dar retorno para o veículo de imprensa em que trabalham, para a cidade e até mesmo para a região. Vamos ser realistas e objetivos, em toda a região sul do Estado, atualmente, existe apenas um clube que conhece bem o aeroporto Salgado Filho e sabe como é o mundo além do Mampituba. Falei! Agora podem chorar. Se precisarem de lencinho, não tenho.

Por fim, e para começar o ano novo sem culpa, tenho que me confessar. Por muito tempo desprestigiei os campeonatos outros que não os nacionais. Defendia eu, que o GEB deveria dar 100% de atenção ao Campeonato Nacional, seja série D ou C, pois só com eles teria calendário cheio e tudo mais. Ouvindo uma entrevista do RZ, em que ele falou que não dá para querer ter uma estabilidade nacional se não consegue esta mesma estabilidade na região, pensei, pensei e dei o braço a torcer. O cara tem razão. Não se sobe ao segundo andar de um prédio sem passar pelo primeiro. Simples assim. Viram só, o cara sabe o que diz. E faz.

Abs.


Ivan Schuster
Onda Xavante









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