Fila ou não fila, eis a questão | Ivan Shuster

Estou com saudades do Bento Mendes de Freitas. Definitivamente sinto falta do tum-tum-tum dos treme-terras da Garra Xavante, do “rubro-negro vem aí”, da muvuca na frente do Templo e todos os demais rituais. Estou ansioso pela apresentação frente ao Clube de Regatas do Flamengo, quando novamente terei a oportunidade vivenciar tudo isto novamente. É bom ser Xavante!

Estive nesta segunda-feira, dia 16/02/15, na secretaria do clube para retirar a minha carteirinha nova de associado. Linda, por sinal. Movimentação intensa. Dezenas de pessoas na fila. Sei lá quanto tempo esperei em pé. Certamente mais de uma hora. Em outra situação eu ficaria incomodado, mas ver todo aquele povo retirando a sua identidade Xavante me comoveu. É como ver filho crescer, dá trabalho, prejuízo, preocupação, mas é muito bom. O Xavante somos todos nós e será do tamanho que quisermos.

Obviamente ouvia-se algumas críticas. A maioria o velho e desafinado som da corneta, mas no geral o povão estava mesmo é feliz. Feliz, não por ficar mais de uma hora em pé na fila, mas por ter a oportunidade de presenciar e participar do crescimento do seu clube. O momento é histórico. Nunca antes na história de um clube do interior do RS isto aconteceu. Mais de sete mil associados em dia. Chorem, secadores! Não basta ser Xavante, tem que participar.

A média de sócios do GEB, até onde fui informado, sempre rondou a casa de setecentos pagantes em dia. Dificilmente superava os mil e nunca havíamos superado a marca dos três mil e quinhentos associados. Pelo informado, já superamos a casa dos sete mil(!). Isto mesmo, superamos em dez vezes a nossa média histórica. Que maravilha! E há quem ache ruim. Eu quero mais é ficar na fila. Se o custo de ver o meu Xavante crescer for ter que ficar em pé três horas por ano, pago de bom grado e ainda acho pouco. Acho até que vou ficar em pé aqui em casa mais uma hora, só para completar as três horas necessárias. Cresce, Xavante!

A Central de Sócios está muito confortável, bem equipada e com pessoal extremamente atencioso. Com certeza a fila não era por deficiência de pessoal ou de equipamento, mas decorrente do grande número de Torcedores presentes. Haviam seis pessoas atendendo simultaneamente e não conseguiam dar conta. Não, não estou culpando o Torcedor, antes que o digam, mas deve-se entender a excepcionalidade da situação. O desconforto é momentâneo e pontual, a organização e o crescimento do clube tende a se manter. Passada esta fase, teremos um cadastro atualizado de associados, melhor controle e facilidade de acesso nos portões, e condições de prestar mais e melhores serviços a todos.

Claro, como dirão os mais críticos, poderiam ter planejado melhor, terem feito a troca com mais tempo e tal. Mas, o fato, é que não há muito tempo. Grandes apresentações estão programadas para logo e o GEB precisa de um melhor controle sobre o cadastro de associados e da entrada em dias de espetáculo. Não dá para ficar a vida inteira na improvisação e no jeitinho. Modernizar é preciso. Sei que já houve inúmeras tentativas anteriores sem sucesso e não sei se desta vez funcionará. Mas, como Torcedor e sócio, me sinto no dever de acreditar e apoiar. Na verdade, pela quantidade de Torcedores que havia, até onde acompanhei, o processo correu muito bem.

Para resumir bem o momento que vivemos, reproduzo o que escutei na fila de um Torcedor e Sócio Xavante para um outro que estava se sentindo desconfortável com a espera: “Lá na avenida não tem fila. É rapidinho”. Acho que não é necessário dizer mais nada. Gol da Penapolense!

Abs.


Ivan Shuster
Onda Xavante

 

 

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