Empate e invasão à capital

Rafael Forster comemora o gol de empate com a torcida. Foto: Carlos Queiroz.

Rafael Forster comemora o gol de empate com a torcida. Foto: Carlos Queiroz.

Os primeiros noventa minutos da decisão para a final do Gauchão 2015 entre o G.E.Brasil e Internacional, já se foram. E começou tudo igual. A partida no Aldo Dapuzzo, em Rio Grande, terminou em 1 a 1 em tarde muito tensa no campo e na arquibancada.

No último minuto da primeira etapa, Rafael Moura marcou de cabeça para o Internacional após cobrança de falta de Valdivia. Uma ducha de água fria. Na segunda etapa o time Xavante voltou ainda mais focado e teve o controle do jogo. Com Gustavo Papa no lugar de Nena, o Brasil soube aproveitar de melhor forma as bolas aéreas que o zagueiro Cirilo insistia em rifar. E em uma cobrança de escanteio, Papa deu um testaço e o goleiro Alisson salvou milagrosamente. Seguindo na pressão, em um rebote de escanteio, Cirilo foi claramente puxado dentro da área pelo volante Nico Freitas do Inter, na cara do Daronco, e ele nada marcou. O Brasil seguiu com o controle do jogo e em um chute de Alex Amado, o zagueiro Alan Costa enfiou a mão na bola dentro da área e Daronco novamente nada marcou. O lance gerou escanteio para o Brasil e, após cruzamento de Wender, Diogo Oliveira foi derrubado dentro da área. Pênalti para o Brasil. Daronco acabou marcando o “menos pênalti” de todos. Vai entender. Rafael Forster soltou um míssil e empatou a partida. Depois disso o Brasil criou mais algumas chances de gol mas o placar não saiu do 1 a 1.

Com o 1 a 1, o Brasil precisará vencer o Inter no Beira-Rio ou empatar com placar acima de 1 a 1 para avançar para a final. Empate em 1 a 1 leva para a decisão nos pênaltis e 0 a 0 dará a vaga ao Inter.

O fato a se lamentar foi a confusão que ocorreu no intervalo da partida. Na divisória das torcidas, torcedores Xavantes e Colorados se provocavam, como acontece em todo jogo. Para dispersar os torcedores, a Brigada Militar mostrou todo o seu despreparo para trabalhar em estádios de futebol e ao invés de apaziguar, provocou ainda mais confusão. Obviamente que depois disso alguns marginais disfarçados de torcedores, aproveitaram da situação para aumentar ainda mais a confusão. Ninguém é santo nessa história. Mas o despreparo que a Brigada Militar mostra, já há longos anos, foi mostrado hoje novamente. Como ouvi de um amigo: “eles não entram para amenizar, eles entram para brigar”. Eles tratam todos como marginais e foda-se. Nisso, a gigantesca maioria dos torcedores que lá estavam apenas para acompanhar uma partida de futebol, sofreram com os cassetetes e bombas de efeito moral. Uma lástima. Cabe agora ao G.E.Brasil, ou seja quem for, identificar os envolvidos e puni-los da forma que for conveniente. Temos que correr esse tipo de torcedor de dentro do estádio. Não temos mais como aturar esse tipo de coisa. E não está difícil de identifica-los. As imagens são claras e a própria torcida do Brasil pode fazer esse trabalho.

Mas agora ficou tudo para o Beira-Rio. Grande parte da imprensa da capital está levando tudo de barbada. E isso e ótimo. Um mar vermelho e preto vai invadir a capital no próximo domingo. Podem esperar. Certamente eles irão restringir ingressos, dificultando a presença em massa da torcida do Brasil, mas lá estaremos, ao lado do G.E.Brasil, contra tudo e contra todos. E o melhor, temos futebol para vence-los, sim senhor.

ÁUDIOS

VÍDEOS

Compacto Blog Xavante

Melhores Momentos – Imagens PFC









Attachment

Comentar

Nossos parceiros

?>