Uma orquestra | Ivan H. Schuster

Meus amigos e companheiros, supremacia é a melhor palavra que encontrei para descrever a apresentação Xavante no dia de ontem no Estádio do Vale. Foi de aplaudir em pé, chorando quietinho. Exagero? Talvez, mas foi sensacional. Ouso dizer que a apresentação de ontem foi o ápice do que podemos fazer. É o máximo que o grupo pode dar. Se tivermos mais o que evoluir, avisa o Guardiola, Mourinho, Luis Enrique, Allegri e companhia para se prepararem, porque chegaremos.

Claro, precisamos dar um desconto porque o time do Guaratiguentá é ruim. Desculpem-me, não é ruim, é muito ruim. Só não tão ruim a ponto de perder para o São Gabriel/RS, mas bem ruim. Poderíamos ter feito 5 ou 6 golos e não seria injustiça. Acredito que a maioria dos times que estão participando deste Campeonato Brasileiro 2015 – Série C ainda estão formando seus grupos, porque a diferença de qualidade entre o GEB e os demais está muito grande. Ontem ainda assisti a Guarani/SP x Tupi/MG e digo-lhes que dá para encararmos eles sem medo de sermos felizes. Podem se arremangar que estamos prontos. Que abram a porteira e deixem o touro sair. Aqui o peido é seco.

Não, não estou de salto alto e nem é soberba. É fato. É realidade. Se vamos ser campeões, nos classificarmos ou se nem sequer conseguiremos nos manter na Série C, não sei. Como diria um daqueles filósofos futebolísticos, “em futebol a gente perde, empata ou ganha”, mas que temos muitos motivos para estarmos confiantes em uma boa campanha, isto temos. Não dá para negar que, nas três apresentações, o time Xavante sobrou em campo. Fomos muito superiores. Fizemos apresentações de gala. Algo muito próximo a uma orquestra sinfônica regida com maestria e competência.

Na minha modestíssima opinião, ontem, o Diogo Oliveira foi o melhor em campo. Jogou muito. Fez tudo o que sempre sonhamos que um camisa 10 viesse a fazer sob o Manto Xavante. Amadinho infernizou a zaga adversária, mais uma vez. Está impossível de segurar. Nena jogou para o time, fazendo o pivô e se deslocando, abrindo espaço para os que vinham de trás. Wender e Xaro, apoiaram muito e em alta velocidade. Os volantes e laterais do Guará não conseguiam nem anotar a placa. Os volantes e zagueiros Xavantes formaram um muralha. Os jogadores adversários chegavam ali e batiam com a cara na parede. Raras vezes (duas ou três) conseguiram ir adiante da intermediária Xavante. O capitão Leandro Leite foi absoluto. Leandrão ficou pouco em campo, mas mostrou o que se espera de um atleta do seu nível, fazendo a função que faz. Deu brecha, ele senta a botina. É gol Xavante! Tem faro de gol. Não gostei do Martini. Está apoiando pouco. Acho que tem que subir mais, ter mais presença na área. Sim, porque não dá para ficar recebendo sem jogar. Já que a bola não chega nele, que vá procurar outra coisa para fazer. Que momento! É nóis!

Como sempre, não dá para deixar de falar na Torcida Xavante. Com o palco alugado, distante 300km de casa, a Maior e Mais Fiel se fez presente em bom número e em grande estilo. Nota especial para a Xavabanda que foi até o Estádio do Vale musicar a apresentação Xavante. Destaque para os elementos do sopro. De trombone e trompete, até saxofone. Estes são os “corneteiros” que todo time queria ter, mas só o GEB possui. Algumas torcidas tem banda, charanga ou sei lá como chamam aqueles amontoados de desritmados fazendo barulho. A Torcida Xavante tem musicistas. Temo que um dia apareçam com um piano de calda ou uma arpa. Chora secador! Tem que olhar, para aprender. Parabéns Xavabanda, foram nota 10!

Com tudo isto acontecendo em campo, mesmo que distante do solo pátrio, não dá para deixar de pagar a mensalidade em dia. Não basta dizer que é Xavante, tem que mostrar a carteirinha e o recibo do mês quitado. Xavante de verdade é sócio e paga em dia. Não podemos deixar a chama apagar.

Para concluir, fica o aviso para o pessoal da Polentolândia: Rubro-negro vem aí!

Abs.


Ivan H. Schuster

Onda Xavante – Porto Alegre/RS









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