Somos todos gulosos | Ivan H. Schuster

Que segunda-feira difícil. Alguém tem um antiácido? Estou com a sensação de ter uma espinha entalada na garganta. É a primeira polenta que como que tem espinha. Todo cuidado é pouco ou poderemos morrer engasgados. Empatar com os Polenta não estava no meu roteiro. Um desastre de proporções gigantescas e com viés catastrófico. A seguir assim, teremos dificuldades até para vencer o São Gabriel. Se bem que eles não são problema nosso, não é mesmo? Cada um no seu quadrado.

Se por um lado está sendo duro engolir o resultado, por outro foi gostoso ver o time grená jogando fechadinho, cagado de medo de tomar uma chicotada nas canelas. Quem diria que os outrora poderosos de Caxias do Sul, com todo o poderio econômico arrotado, um dia viriam de cabeça baixa, com a cola entre as pernas, rezando por um empatezinho bem mixuruca. Chora polenteiro …

Como bem lembrou o RZ na entrevista após a apresentação, nas últimas oito vezes que enfrentamos os escretes caxienses, não perdemos uma única. Acrescento, não perdemos e ainda demos um totó de bola nos gringos. Só neste Campeonato Brasileiro de 2015, dos doze pontos disputados, ganhamos oito. E nas duas vezes que empatamos, tivemos inúmeras chances de amassar a polenta. Coisas do futebol.

Pausa para um comentário. O RZ falava da atual situação de invencibilidade dos Polenta, dizendo que uma hora dessas eles iriam ganhar uma partida. Estava desenvolvendo o raciocínio de que o time grená era competitivo e que teria que ser um time muito ruim para disputar um campeonato inteiro sem ganhar, sequer, uma única partida. Foi quando se deu conta que este fato já aconteceu nas proximidades e não faz muito tempo. Momento de tensão. Quase que caiu a Casa da Mãe Joana. Pobre RZ, educado como é, mudou de assunto, sem concluir o pensamento. Não se fala de corda na frente de enforcado. Mas para bom entendedor bastou. #FuerçaLuebo! A pausa terminou, mas podem continuar gargalhando.

A situação real é que ainda estamos na primeira posição na nossa chave, com, no mínimo, a vaga para o Campeonato Brasileiro – Série C / 2016 já assegurada, somando-se às vagas já conquistadas para o Gauchão e Copa do Brasil. Não, não dá para reclamar. Chega a ser pecado querer mais. Uma espécie de gula. Sim, somos gulosos.

No meu entender, o ano está ganho. Não que eu não queira mais, que esteja pensando pequeno ou que tenha ficado acomodado, não se trata disto. Mas se tivermos um pouco de humildade – sei que no momento isto está difícil, muito difícil – e olharmos para onde estávamos há pouco tempo, nossas condições financeiras e estrutura, veremos que avançamos muito. Sei que irão falar na tradição do clube, na força da Torcida, e todo aquele discurso, mas o fato real, palpável, é que há três anos vibrávamos ao conseguir um empate fora de casa contra um Guarani de Camaquã da vida. Como alguns outros, a meta era conseguir chegar aos mata-matas do campeonato das almas aflitas. Credo! Sai para lá, coisa ruim. Sinto arrepios e enjoo só de lembrar.

E olhem como estamos agora. Calendário cheio para 2016, com duas competições nacionais, e ainda com chances concretas de subirmos novamente de divisão no Campeonato Brasileiro. Aliás, é o que se espera. A fase é tal, que será uma grande decepção não atingirmos este objetivo. Na verdade, a grande maioria dos Torcedores já sonha mesmo é com a disputa do título da Série C 2015 em Fortaleza. Pode preparar o caranguejo, a tapioca e o baião de dois que estamos chegando. O time Xavante não se apresenta sozinho.

Abs.









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