Migué | Ivan H. Schuster

Agora falta pouco. Menos de uma semana. Sim, estamos ansiosos para ver o esquadrão Xavante em campo. Este ano tivemos até um torneio de pré-temporada, mas não é a mesma coisa. Bom mesmo, é apresentação valendo. Ontem tive uma boa demonstração da falta que fazem as apresentações Xavantes em nossas vidas. Em um grupo de uma mídia social – uma destas coisas que não sabíamos serem indispensáveis, até serem inventadas – um dos membros começou a publicar imagens de recibos de entradas de apresentações Xavante do século passado. Pura síndrome de abstinência. Domingo de tarde, sol de rachar a telha, nada para fazer, … O negócio é ir revirar as gavetas em busca dos momentos felizes de nossa existência. E aí, é certo que tem Xavante no meio do caminho. Tem gente, coitados, que não tem história para contar. Se bem que alguns, não tendo história para contar, inventam.

Por falar em história, que tal esta da conta de luz do co-irmão? Que horror! Momento vergonha alheia. Fico pensando se tudo isto não passa de uma estratégia de marketing para divulgação da imagem do clube em nível nacional, já que no campo esportivo está difícil. Sei lá, nada mais me surpreende. Os caras já participaram de uma competição estadual sem vencer uma única partida; inventaram títulos; fizeram cai-cai, em pleno Minerão, na única vez que participaram de uma competição com clubes grandes do cenário nacional de fora do estado; divulgaram excursões pela Europa e nem sequer atravessaram o Mampituba; e, vivem falando em projeto, organização, patrimônio, diretoria executiva, etc. Vai ver, tudo é de caso pensado.

A cidade de Pelotas tem dois clubes de futebol conhecidos nacionalmente. Um, por sua história no futebol, pelas competições de que participa, pelos seus feitos registrados e inquestionáveis, completado por sua Torcida apaixonada, admirada por todos, invejada por alguns, mas igualada por ninguém. O outro clube, ficou nacionalmente conhecido pelos migués. Deve estar sendo muito difícil não ser Xavante em Pelotas. Antes era só infelicidade, agora acrescentaram a vergonha. Infeliz e com vergonha. Haja antidepressivo.

Gostei da pré-temporada Xavante. Não dos resultados, que são importantes, mas nem tanto, neste momento, mas das variações feitas em termos de escalação e tática. Não vi nenhuma das apresentações – O Xavante não joga, apresenta-se – mas pelo noticiado, os testes foram muitos. E se tem momento para fazer teste, este momento é agora, quando ainda é possível ensaiar e corrigir possíveis distorções. Depois será só estrada, hotel e apresentações. Vida difícil e corrida que só clubes que participam de competições importantes têm. E pensar que em 2017 ou 2018 poderemos estar na Libertadores. Está bem, forcei.

Entendo muito pouco, ou nada, sobre táticas e estratégias de um time de futebol. Acredito que meu papel é torcer. Se eu for considerado um bom torcedor, estou satisfeito. E, como todo bom torcedor, sou palpiteiro. Neste contexto, gostaria de ver o time Xavante atuando com: Martini, Wander, Teco, Camilo e Brock; Washington, Leandro Leite, Marcos Paraná e Diogo Oliveira; Ramon e Nena. Como opções de variação: Moisés, Galiardo, Felipe Garcia e Cléverson. Por exemplo, entrando o Moisés e saindo o Nena, passando de um 4-4-2 para um 4-3-3, extremamente rápido e sem centro-avante fixo.

Enfim, não aguento mais. Que chegue o domingo.

Abs.









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