Pouco futebol e derrota para o Juventude

Pouco futebol e derrota para o Juventude

O clima era perfeito para mais um jogo na Baixada. Vitória e bom futebol no último jogo, adversário bom, sol, sambão na frente da Baixada. Estava tudo ótimo até o apito inicial. Depois que começou o jogo, o Brasil voltou a apresentar os mesmos problemas das partidas anteriores, naquela sequência amarga de empates e mau futebol.

O Brasil começou a partida imprimindo uma pequena pressão no Juventude. Em uma sequência de bolas aéreas, o goleiro Elias do Juventude salvou o time da serra duas vezes, em cabeçadas de Nena e Cirilo. Porém esses foram os únicos lances claros de gol para o Brasil em toda a partida. O Juventude achou um gol em uma jogada nas costas de Xaro, como sempre, onde em bola cruzada para a área o meia Hugo só tocou pra dentro, de primeira. Eduardo Martini nada podia fazer. Depois gol o Juventude pouco criou em toda a partida. O Brasil tentava fazer um abafa no segundo tempo mas totalmente desordenado.

Com alguns desfalques, Rogério Zimmermann escalou Galiardo no lugar de Felipe Garcia. Como sempre, Galiardo não rendeu o esperado nessa posição. Os seus melhores jogos pelo Brasil foram como volante. Por falar em volante, o nosso camisa 8, Washington, anda mal das pernas. Há vários jogos a bola pipoca no pé dele e a volúpia na marcação não é mais a mesma. Moisés ou Galiardo teriam que ser testados no lugar dele. Até mesmo para não sobrecarregar o Leandro Leite, que não tem mais perna para correr atrás dos atacantes adversários. Hoje ficou evidenciado que não temos saída de bola. Teco e Cirilo tentaram lançamentos totalmente sem propósito. Pobre do Nena, é só bago para ele se virar. Assim nem Lewandowski faria gol com a camisa Xavante. Diogo Oliveira foi o único lúcido no time hoje. O meia pegava a bola, levantava a cabeça e não aparecia ninguém. Então ele driblava, levantava a cabeça e novamente não aparecia ninguém. Então ele tentava o chute. Mas aí já tinha três do Juventude em cima dele. Ramon e Nena pouco tocaram na bola. Era só bola vindo da defesa, sem qualidade alguma.

Mas duas coisas que não tem como entender no professor Rogério, Cirilo e Xaro serem titulares no Brasil. Tenho a maior admiração e respeito por tudo que o Cirilão fez com a camisa do Brasil. Mas não dá. Evaldo e Fernando Cardozo não podem ser reservas dele. Os dois são melhores e têm mais qualidade. Cirilo tem falhado pouco nos últimos jogos que vem jogando, é verdade, mas o que ele deixa de produzir é o que preocupa. Dos doze bagos que ele deu hoje, se em dois ou três ele tivesse saído jogando ou levantasse a cabeça e fizesse um lançamento, talvez tivéssemos criado algumas chances de gol. E é por esse motivo que Xaro vem tirando a paciência da torcida. Rogério diz nas entrevistas que Xaro cruzou pro gol do Cleverson contra o Grêmio, que Xaro cruzou no gol não sei de quem. Mas caro professor, de quarenta tentativas de cruzamento dele, trinta e oito são lá da intermediária e TODAS afastadas pela defesa adversária. Quando ele vai na linha de fundo, aí sim, mostra qualidade no cruzamento. Mas isso vem sendo cada vez mais raro. Ele recebe a bola passando o meio do campo e já joga pra área. Isso não existe. Ele ta sem confiança. Na marcação então, ele não tem condições. Antonio Carlos, treinador do Juventude, falou ao final da partida que tinha instruído o seu time a forçar por aquele lado, pois sabia que era o lado fraco da nossa defesa. No Gauchão todos sabem disso. Todos conhecem as limitações do Xaro.

Como sempre falamos, somos torcedores e as nossas opiniões são baseadas no que assistimos da arquibancada. Não analisamos treinamentos. Quem conhece esse time é o treinador Rogério Zimmermann. Ele pode nos encher de argumentos para as suas convicções e nos convencer. Mas o Brock não receber oportunidade como titular na lateral-esquerda, não tem explicação. Aliás, tem sim, uma apenas: birra. Na entrevista coletiva de hoje, vocês ouvirão que o Rogério se preocupa com o que o Diário Popular publica ou não publica. Poxa professor, o senhor é macaco velho e conhece a cidade. Jamais poderemos esperar algo de bom e profissional desse jornal. Não caia nas provocações deles. Tenha as suas convicções, pois foi isso que nos levou à Série B do Campeonato Brasileiro e mantém o Brasil funcionando. O senhor que toca esse clube. Indiferente da torcida e imprensa darem pitacos no time, analise as imagens dos jogos. O tanto de gols que levamos pela esquerda. Temos opções no elenco. Teste-as. O que esses jogadores já fizeram pelo Brasil já está gravado na história e seremos eternamento gratos à eles. Mas precisamos evoluir.

A próxima partida do Brasil é contra o Veranópolis no próximo domingo na Baixada. Rogério terá uma semana inteira para trabalhar esse time e quem sabe corrigir os tantos erros que apresentamos hoje contra o Juventude. Temos soluções e time para classificar, basta trabalhar.

ÁUDIOS

*capturados da Rádio Pelotense AM









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