Quando o laço aperta – Ivan H. Schuster

Que situação! Domingo passado, certamente, assisti a pior apresentação Xavante nestes muitos anos com o RZ comandando a equipe. Tomamos o que antigamente era chamado de “um totó de bola”. Os polenta comandaram o espetáculo. Para completar a tragédia, juiz não pode marcar pênalti de mão na bola, a nosso favor, em apresentação Xavante frente ao Juventude no Bento Freitas. Definitivamente, é proibido. E não se fala mais nisto.

Não vou entrar na discussão sobre o Xaro ou qualquer outro atleta. Por mais que se possa apontar falha do Xaro no gol, outros tantos falharam após a falha dele. Bem como, todo o time ficou abaixo da crítica. A verdade é que nossa apresentação foi pífia, com raros momentos de lucidez em lances individuais de um ou outro atleta.

Mais do que preocupado com as atuações do time em campo, estou realmente preocupado e angustiado com a forma com que esta fase ruim – sim, é fase, irá passar – está sendo explorada e entendida pela Torcida Xavante. Não consigo identificar – por questão de distância – o percentual de Torcedores Xavantes que defende que tudo deve ser mudado, que nada mais presta, que estão com certeza que, não havendo mudança radical, sucumbiremos. Homens de pouca fé.

Sabemos que tem uma turma que sempre entra em pânico e faz muito barulho e que, normalmente, são insuflados por uma mídia tendenciosa, rancorosa e vingativa. Não, não é paranóia. É fato. Sabemos bem a forma como um notícia negativa a respeito do GEB é repercutida e como são repercutidas as nossas conquistas. Ainda mais se compararmos com o andar de baixo da cadeia esportiva da cidade. Fazem a idolatria do fracasso, o ufanismo da mediocridade e possuem um incontido desejo pela depressão. Acabarão em suicídio.

O que acho estranho, é que um trabalho tido como exemplar, muito em decorrência das convicções existentes e da sua continuidade, seja desacreditado, de uma hora para outra, pelas mesmas razões. As pessoas que, até ontem, eram apontadas como sendo profissionais de sucesso e modelos a serem seguidos, passam a ser ultrapassados e sem condições de dar sequência ao trabalho. É a manchete fácil, acompanhada da análise rasa com as mesmas e velhas frases de impacto. É difícil aceitar que dá para apagar o fogo jogando gasolina sobre as chamas. Mas é o que querem vender como solução.

Muita calma nesta hora. Não sei a quanto tempo você que me lê acompanha o GEB. Como diria o Governador Brizola, eu venho de longe. Tenho seguramente mais de 4 décadas de bunda na laje da arquibancada, com chuva e sol, e acompanhando a equipe em muitas cidades pelo interior. Digo-lhes com absoluta certeza que este é dos melhores períodos que já vivi. Talvez equiparado somente aos anos de 84/85, com a ressalva que naquela época era muito mais fácil e barato fazer futebol.

Sim, estou muito seguro que a solução não está em chutar o pau da barraca. Nem ao menos vaiar o time. O que precisamos é tranquilidade e humildade. Aceitarmos que vivemos um período raro em nossa história e agora precisamos de um tempo para nos acomodar a esta nova situação. É sabido que nunca foi fácil para nós. Tudo o que conquistamos foi com muita luta, trabalho e sofrimento. A soberba nunca foi uma característica nossa.

Como bem disse o RZ em uma entrevista – e acho que ele deveria ser escutado mais e com mais atenção – nós não somos, ainda, Série B. Nós estamos Série B. Precisaremos de muito trabalho para conseguirmos nos afirmar nesta nova categoria. Passaremos por muitos momentos de altos e baixos. É assim que funciona. Não nos iludamos. Suportar a dor é preciso.

Então, o que entendo, é que, mais do que nunca, a diretoria, comissão técnica e time precisam do nosso apoio. Ser Maior e Mais Fiel nas conquistas é barbada. Sei até de uma torcida que se achava a que mais crescia em um raro momento de felicidade. O que separa os homens com brio dos covardes é a forma como se comportam quando o laço aperta no pescoço.

Domingo que vem o bicho vai pegar. Se tu não te garante como Torcedor para apoiar o time até o último segundo, que fique em casa. Certamente não fará falta.

Abs.









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