2017 começou

Depois de um 2016 que será lembrado sempre como um ano de consagração, estamos às vésperas do início das competições de 2017, ano que nos propiciará o melhor calendário esportivo de toda a história Xavante. Três competições de alto nível, sendo duas nacionais: Gauchão – Série A; Primeira Liga; e, Campeonato Brasileiro – Série B. Que momento!

A turma do sopro já está limpando os bocais de suas cornetas. Estão aflitos porque o plantel ainda não está completo. Deveríamos já estar com 30 atletas, no mínimo, é o que dizem. Muita calma nessa hora.

Fiquei satisfeito ao saber que o GEB possui um perfil definido para o tipo de atleta a ser contratado e não abre mão de certos valores. Acho que este é o caminho. Tal qual uma empresa, o GEB precisa ter valores que devem ser repassados e exigidos de seus funcionários, atletas e até mesmo de nós, Torcedores. É comum nos processos de seleção de admissão em empresas bem administradas, haver questionamentos quanto ao comportamento e gostos pessoais do candidato, tais como, hobbies, trabalhos voluntários que realiza e grupos sociais de que participa. Por que isto? Para formar um grupo mais homogêneo possível e com pensamento aderente ao “ser” da empresa. Sinergia é a palavra.

Acho até que este perfil deveria ser escrito, aprovado e auditado pelo Conselho Administrativo. Não apenas em relação aos atletas, mas para todos os cargos da comissão técnica e demais funcionários. Vou além, acho que o CA poderia e deveria ser mais atuante, assumir mais responsabilidades. Por exemplo, cobrando/coordenando a confecção de um planejamento estratégico para ser analisado e aprovado, elaborado em cima de princípios pré-estabelecidos pelo próprio CA.

Ouço e leio muito sobre a necessidade da profissionalização dos clubes de futebol. Na maioria das vezes o assunto esgota-se na contratação de profissionais de mercado para o departamento de futebol, como se esta fosse a questão primordial e a solução para todos os males. Não é.

Alguns clubes chegam a terceirizar o departamento de futebol inteiro, sob o argumento da profissionalização. Entregam a terceiros a razão de sua existência. Viram apenas uma marca, um logotipo. Algo como uma indústria terceirizar toda a sua linha de produção, da concepção a fabricação do produto. Um atestado inequívoco de incompetência e incapacidade para exercer a atividade fim da organização. A menos que a proposta seja ser uma organização de gestão de marcas, o que, ao meu ver, no futebol não faz sentido.

A profissionalização – e aí entende-se fazer o clube funcionar de forma eficaz e eficiente, e não como uma ação entre amigos – está mais relacionada a processos do que a pessoas. Não existe administração possível sem processos, objetivos e metas definidos, orçamento, princípios e valores estabelecidos, etc. Depois vêm as pessoas adequadas e capazes para executar todo o definido e planejado. Medir é comparar. Não há gerência sem medição e não há como medir se não houver com o que comparar. Planejamento é a base da toda a boa administração. Simples assim.

Por que falo disto? Porque acho este o melhor momento para investirmos em boas práticas de administração. Estamos com boa experiência sobre o que funcionou e o que não deu certo e possuímos recursos para contratar empresas especializadas que nos auxiliem na organização necessária. Acredito que só assim teremos uma base sólida que propicie a sustentação de um crescimento contínuo de longo prazo.

Quanto ao time, deixem o homem trabalhar.

 

Abs.









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