Na estreia do Gauchão, Brasil empata com o Juventude

Na estreia do Gauchão, Brasil empata com o Juventude

A estreia no Gauchão desse ano era diferente para a torcida Xavante. Acostumados a saber o time do 1 ao 11, dessa vez iniciávamos o campeonato com muitas caras novas e muitas dúvidas, principalmente. Com a saída de muito jogadores após a Série B do ano passado, a direção Xavante teve que se virar para reformular o elenco para o ano em que o Brasil terá o melhor calendário de sua história. O planejamento escolhido pelo clube não foi dos melhores, chegou no mercado tarde demais e teve dificuldades para acertar com alguns jogadores. Para agravar um pouco, o tempo de pré-temporada foi menor do que os demais anos e, com a chegada tardia de alguns jogadores, o ajuste do time acontecerá com o Gauchão e a Copa da Primeira Liga em andamento.

O JOGO

Na primeira partida oficial do ano, o adversário era o Juventude, vice-campeão gaúcho e agora nosso companheiro de Série B. O time da serra também passa por reformulação, pois perdeu treinador e vários jogadores importantes. A expectativa era de um jogo muito igual e realmente foi.

A disputa foi tão intensa que com menos de um minuto de jogo o centroavante Gustavo Papa levou uma cotovelada maldosa do zagueiro Juan, na primeira disputa de bola. Foi o primeiro cartão amarelo do jogo. O Juventude começou melhor e criou algumas oportunidades de gol. Mas o Brasil respondeu rápido, principalmente com as jogadas do meia Aloísio, que fazia a sua estreia oficial com a camisa Xavante. Nesse momento do jogo, Gustavo Papa já havia saído de campo pois teve tonturas por conta do lance inicial da partida. No seu lugar entrou o também estreante Bruno Lopes. E foi Bruno que teve uma das principais chances de gol na primeira etapa. Aloísio arrancou pelo meio de campo e depois de cortar um zagueiro, na entrada da área, passou para Bruno que tentou marcar o gol com uma cavadinha, por cima do goleiro Douglas, mas a bola acabou indo para fora. Outra grande chance pro Brasil foi em uma cobrança de escanteio de Marlon, pelo lado direito de ataque. O lateral colocou a bola na primeira trave e Nem cabeceou para grande defesa de Douglas, que colocou a bola para escanteio. O Juventude também chegou com perigo, mas Eduardo Martini estava em uma grande noite, como tem sido recorrente nos últimos anos. Uma muralha.

Na segunda etapa os dois times mostraram desgaste físico. Mas o Juventude foi quem dominou a posse de bola. O Brasil tentava escapar nos contra ataques com Aloísio e Jean Silva. Em uma dessas arrancadas, Lenilson recebeu pelo lado esquerdo, puxou para o meio e bateu forte, de direita, para boa defesa de Douglas. O Juventude tentou ensaiar uma pressão mas não teve efeito. A defesa rubro-negra estava intransponível. E assim a partida terminou, sem gols.

Agora o Brasil volta as suas atenções para a Copa da Primeira Liga. O Xavante enfrenta o Internacional, no estádio Beira-Rio, na próxima quarta-feira, às 19:30h. A partida será transmitida para todo país pelo canal SporTV e para o Rio Grande do Sul pelo canal fechado Premiere. É a hora de colher os frutos do grande trabalho feito nos últimos anos. Grande jogos e grandes adversários. O Brasil viaja para Porto Alegre na terça-feira, de avião.

ANÁLISE DA PARTIDA

A expectativa era enorme por parte da torcida. O sentimento era novo para nós. Não teríamos mais em campo aquela base já conhecida. Teríamos novos nomes, principalmente do meio para frente. Lenilson, Aloísio, Jean Silva, Marcinho, Juninho, Bruno Lopes… todos eram novidades e um tanto que desconhecidos por nós torcedores. Mas conforme o jogo foi começando, já dava pra ver que o estilo de jogo era o mesmo da Série B. A comparação pode não ser própria, mas não há como não comparar. Leandro Leite e Nem eram os volantes. Lenilson fez o lado direito, assim como Felipe Garcia fazia. Inclusive voltando para marcar as subidas do lateral-esquerdo adversário. Aloísio jogou mais centralizado, assim como Diogo Oliveira jogava. Pela esquerda, Jean Silva fazia o papel de Elias e na frente Gustavo Papa talvez fosse fazer as vezes do Ramon. Como jogou pouco, não temos como saber. Mas o esquema era esse, o mesmo da Série B. São nomes diferentes, características diferentes, mas o esquema de jogo parece seguir o mesmo.

O Brasil jogou como jogou grande parte das partidas fora de casa na Série B. Muito bem fechado atrás e buscando o contra ataque. Se o time já estivesse com um ritmo legal de jogo, daria para fazer uma análise melhor, mas hoje foi tudo na base da vontade. Bem organizado, mas na vontade. Claramente os jogadores cansaram na segunda etapa, o que é totalmente normal. Mas já deu pra ver que Bruno Lopes é muito aguerrido e tem jeito com a bola. Aloísio foi o nosso melhor jogador, carregando o time para o ataque e criando as nossas melhores chances de gol. Lenilson jogou mais taticamente do que individualmente, mas aguentou bem os 90 minutos. No geral, foi uma boa estreia.

Agora é ver com que time vamos à campo na quarta. Talvez Juninho e Marcinho sejam opções para o ataque, até mesmo para rodar o elenco e evitar maiores desgastes nesse início de temporada.

VÍDEOS

MELHORES MOMENTOS – IMAGENS PREMIERE FC

Melhores momentos – Juventude 0x0 Brasil

🎬 Confira os melhores momentos de Juventude 0x0 Brasil, estreia Xavante no Gauchão 2017 🔴⚫

🎥 Imagens: Premiere Futebol Clube

Publicado por Grêmio Esportivo Brasil em Domingo, 29 de janeiro de 2017

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ENTREVISTA COLETIVA COM O TREINADOR ROGÉRIO ZIMMERMANN – IMAGENS AI/GEB









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