Começaremos hoje aqui no Blog Xavante uma série de reportagens e dados sobre jogadores que já passaram pelo G.E.Brasil chamada "Joguei no Xavante". São jogadores que hoje estão em outros clubes espalhados mundo a fora ou já abandonaram a carreira de jogador. Serão posts semanais.
Começaremos com o jogador Gilvan, que começou nas categorias de base do Xavante e hoje atua na Europa.

Foto: Arquivo pessoal do jogador
Nome: Gilvan Carlos Paia
Data de nascimento: 12/11/1981 (28 anos)
Naturalidade: Frederico Westphalen-RS
Posição: Lateral-esquerdo e meia
Altua: 1,77m
Peso: 70 Kg
Clube atual: Rhodos da Grécia
Carreira:
2001 - G.E.Brasil e São Luiz de Ijuí
2002 - Grêmio Porto alegrense (Taça São Paulo de Juniores)
2002 - G.E.Brasil
2003 - Sport Club Iraty (PR)
2004 - Esporte Clube Ulbra
2005 - Esporte Clube Passo fundo
2005 - Sport Club Iraty
2006 - Veranópolis
2006/2007 - Veria Fc-GRE
2007/2008 - Veria Fc-GRE
2008/2009 - Zakinthos Fc-GRE
2008/2009 - Iliupoli Fc-GRE
2009/2010 - Rhodos Fc-GRE
Gilvan começou nas categorias de base do G.E.Brasil em 1998 e estreou no time principal em 2001, depois de ter sido emprestado ao São Luiz de Ijuí. Em 2001 Gilvan marcou 1 gol em 19 partidas disputadas entre amistosos, divisão de acesso do Gauchão e Campeonato Brasileiro da Série C.
Já em 2002 Gilvan foi o jogador que mais vezes vestiu a camisa Xavante naquele ano, ao lado de Gil, com 37 partidas disputadas e 4 gols marcados. Novamente disputou a divisão de acesso do Gauchão e o Campeonato Brasileiro da Série C.
Desde o ano de 2006 Gilvan vem atuando no futebol da Grécia, passando por vários times e atualmente jogando pelo Rhodos.
Abaixo um bate-bola com o atleta.
BX: Como esta a vida ai na Grécia?
Gilvan: Bom a vida na Grécia nos primeiros anos foi difícil, a adaptação à muito frio, mas agora depois de 4 anos graças a Deus já falo a língua deles e já tenho meu espaço. Já conquistei 2 títulos um da 2 divisão e outro da terceira, atualmente estou numa equipe nova que tem como objetivo se manter na segunda divisão. Só a saudade dos familiares que é difícil mas já estou acostumado com tudo. Estou casado, tenho uma filha, e se Deus quiser vou ficar mais um período.
BX: Você tem intenção de voltar para seu país? Quando?
Gilvan: Claro que gostaria de voltar, mas não agora. Pretendo ficar mais uns 7 anos por aqui e depois regressar ao Brasil. Sei como está difícil no Brasil então quero aproveitar e ficar o máximo de tempo possível por aqui.
BX: E voltar a vestir a camisa do Xavante, já te passou pela cabeça?
Gilvan: Sempre me passou pela cabeça de voltar pro Xavante, esse clube e essa torcida tem lugar reservado no meu coração. Se um dia puder retornar, quem sabe encerrar minha carreira no Xavante, seria um sonho realizado.
BX: Descreva como foi sua passagem pelo Brasil?
Gilvan: Bom a minha passagem pelo Brasil no começo não foi fácil. Vim de uma cidade do interior pra tentar conseguir meu espaço. Os dois primeiros anos foi difícil, a saudade da família e jogando nos juniores sem remuneração, mas aos poucos fui buscando meu espaço e depois que entrei no time profissional foi maravilhoso. Entrar em campo com a torcida te empurrando os 90 minutos é muito bom. Posso te dizer já jogo há 10 anos e nunca vi uma torcida tão fanática e louca por seu time, por isso que tenho o maior respeito e admiração por esse clube que me projetou e por essa torcida.
BX: Você ficou sabendo da tragédia que aconteceu com o Xavante? Manda um recado para o torcedor Xavante que sofreu e continua sofrendo bastante.
Gilvan: Eu mesmo tive o prazer de jogar junto com o Régis e com o Milar, e também trabalhei junto com o Giovane. Sofri muito com isso também, estava aqui na Grécia e acompanhando tudo pela internet, não e fácil. Essas pessoas além de serem excelentes profissionais eram excelentes pessoas, amigos de verdade. Sei muito bem o que cada um sentiu após aquilo, e o que eu tenho a dizer é que essa torcida nunca esqueça dessas pessoas e que em cada campeonato conquistado seja em homenagem a eles que sempre lutaram pelo Xavante em busca das vitórias.
Bom, desejo um ótimo ano ao Brasil e sua torcida muitas vitórias e se Deus quiser voltar a primeira divisão. Um grande abraço a todos fiquem com Deus.
Abaixo um vídeo com gols e lances do jogador por todos clubes que passou.
Gilvan marcando gol pelo Xavante em 2002.
Texto e material produzidos por Marcelo Barboza e Roberson Fickel.
É minha gente, o que parecia ser o jogo da virada acabou sendo o jogo da confirmação. Esse time não tem a mínima condição de seguir na competição. Ou muda-se isso urgente ou sairemos na primeira fase. Nem tenho muito o que comentar, a pressão nos jogadores e direção vai ser forte nos próximos minutos e ou se muda meio time ou já era.
Pela primeira vez em 2010 o Xavante jogará em casa, na velha e boa Baixada. O momento não é dos melhores e a torcida está com a cabeça inchada, mas é impressionante como as coisas mudam em menos de uma semana.
Terça-feira à noite o Brasil perdeu pro Guarany de Bagé e naquela noite e na quarta-feira só se ouviam reclamações, raiva, pedidos para mandar todo mundo embora, que nunca mais iriam na Baixada, que não pagariam mais as mensalidades de sócios e coisas do gênero. Tentativas de protesto contra direção e jogadores foram armados e morreram na casca.
A torcida Xavante já está doida que chegue domingo às 19h pra poder voltar ao seu lar e torcer pelo G.E.Brasil. Será um jogo difícil, não pelo adversário, mas sim pelo momento que o clube vem passando e a falta de paciência da torcida. Não sei se o espírito de vitória é só meu ou se isso se espalhou por Pelotas.
Por piores que sejam alguns jogadores contratados, nós ainda temos Alex Martins, Russo, Cléber, Jair e outros em quem confiamos e podemos esperar um bom futebol. E digo outra, se os jogadores conseguirem desenvolver um bom futebol, é jogo para atropelar o São Paulo e podermos falar ao fim dos 45 minutos: O Xavante voltou!
E como cantaria Maria Rita na música "O homem falou" de Gonzaguinha :
"Pode chegar que a festa vai é começar agora
E é prá chegar quem quiser deixe a tristeza prá lá
E traga o seu coração sua presença de irmão
Nós precisamos de você nesse cordão...
Pode chegar que a casa é grande e é toda nossa
Vamos limpar o salão para um desfile melhor
Vamos cuidar da harmonia da nossa evolução
Da unidade vai nascer a nova idade
Da unidade vai nascer a novidade...
E é prá chegar sabendo que a gente tem o sol na mão
E o brilho das pessoas é bem maior
Irá iluminar nossas manhãs
Vamos levar o samba com união
No pique de uma escola campeã...
Não vamos deixar ninguém atrapalhar a nossa passagem
Não vamos deixar ninguém chegar com sacanagem
Vambora que a hora é essa e vamos ganhar
Não vamos deixar uns e outros melar...
Oô eô eá! E a festa vai apenas começar
Oô eô eá! Não vamos deixar ninguém dispersar"
Ouça a música abaixo e vamos todos rumo a Baixada!
Abaixo o vídeo que está passando nas tvs da região de Pelotas chamando a torcida pra Baixada nesse domingo.

Esse é o nome da campanha que o G.E.Brasil lançou essa semana que contará com a veiculação de VT’s institucionais em todas as emissoras da região, além de peças em jornais impressos e material para internet.
Conforme informações da Rádio Pelotense, o lateral-direito Cheffeson e os zagueiros Arlindo e Danilo foram dispensados pelo clube e já não integram o elenco de jogadores do G.E.Brasil. A lista deve aumentar. Novos nomes devem começar a sair e chegar na Baixada em breve. Aguardemos.
Coletiva com o treinador Tonho Gil
Entrevista com o presidente Helder Lopes
Análise da partida por Caldenei Gomes da Rádio Pelotense AM
Coletiva com o treinador Tonho Gil
Todos os áudios foram capturados da Rádio Pelotense AM.
É minha gente, quando se acha que a coisa já ta feia, ela piora mais ainda. O Xavante jogou a pouco em Bagé e perdeu por 1 a 0 pro ex-lanterna Guarany. Com o resultado agora quem segura a lanterna é o Brasil. Não vou nem comentar sobre o jogo pois não pude ouvir todo, portanto vou filosofar sobre o que eu acho da atual situação do Brasil.
Ano passado o então gerente de futebol Luiz Parise fez um bom time para disputa da Série C do campeonato brasileiro, onde estivemos classificados para Série B até os 15 minutos do segundo tempo daquele fatídico jogo em Belo Horizonte. Parise vinha comandando o departamento técnico científico do clube onde se criou uma boa estrutura dentro do planejamento do Brasil. Começou o ano de 2010 e Helder Lopes seguiu como presidente e manteve toda estrutura que tinha em 2010, mandando embora apenas a comissão técnica comandada por Paulo Porto. Como o histórico de trabalho do Parise foi satisfatório em 2009, nada mais justo que seguir com o trabalho em 2010.
Então começou o ano de 2010 com a chegada do treinador André Luis. Um bom nome para segunda divisão pois era um jovem técnico. Até ai tudo bem. Então começaram as contratações. Ai a coisa foi ficando nebulosa. Jogadores começaram a chegar na Baixada e ninguém os conhecia. As referências eram dadas por terceiros, DVD's e empresários. Poucos desses jogadores eram conhecidos do treinador André Luis ou até mesmo do Parise, mesmo assim foram chegando a moda louco na Baixada. Tudo isso causou um estranhamento na torcida porém o trabalho do Parise ainda tinha créditos. Não seria possível ter uma das maiores folhas da segundona, senão a maior, e não ter um time competitivo para segunda divisão. Veio a pré-temporada, duas semanas treinando a finco em Arroio Grande e vitórias nos amistosos. Então começou a segundona, e começou mal, um empate meia boca com o Rio Grande e tomando um baile do Bagé. A partir daí viu-se a deficiência técnica da equipe. Passaram-se alguns jogos e o treinador André Luis e Parise foram mandados embora pelos maus resultados. Viu-se que a demissão foi feita no fervor do momento pois o clube não tinha nenhum outro treinador ou gerente de futebol engatilhado. Foi-se quem contratou os jogadores mas os jogadores ficaram, e agora? Mandar todos embora? É caro demais pra fazer isso, pois todos tem contrato de um ano.
Depois desse flashback que todos estamos cansados de saber, vem a grande pergunta: Qual a solução?
Querer xingar jogador, tirar presidente, protestar não leva a nada. Presidentes e jogadores passarão e o clube ficará, portanto o que me interessa é buscar uma solução para começarmos a vencer nesse campeonato bisonho que é a segundona gaúcha. A direção do clube apostou corretamente as fichas no Parise, com o histórico que tinha de 2009, porém deu errado, muito errado. Teria culpa a direção do clube? Em partes sim, mas contratou um profissional somente para exercer essa função de contratações e que deu um resultado satisfatório em 2009. Poderia ter acompanhado de perto as contratações e ter questionado certos jogadores? Sim, acredito que ai a direção tenha falhado. Ainda mais depois de um histórico de 3 anos de insucessos da atual diretoria nos Gauchões com metodologia de contratações equivocadas.
Ouvimos da direção que novos nomes devem ser anunciados em breve, e é isso que esperamos. O pior de tudo é que vamos gastar um dinheiro que não temos com isso, perderemos tempo e o planejamento pra Série C já foi atrapalhado pois desse elenco poucos poderão ser aproveitados.
Essa fase da segundona é uma barbada, classificam seis clubes de oito na chave. Hoje o Brasil é o último, concordo, porém ainda temos seis jogos na Baixada e com um acerto ou outro deveremos começar a vencer. Não sei se eu sou doente demais mas eu acredito na classificação pra próxima fase tranquilamente. Ai sim, a partir da próxima fase a coisa começa a "apertar" e ai sim precisaremos de toda experiência do treinador Tonho Gil e da qualidade desses jogadores que chegarão e dos que ficarão.
Peço desculpas pelo texto longo, mas morando longe de Pelotas e vivendo o dia-a-dia do clube às vezes é preciso descarregar um pouco da pressão. Alguns vão falar que esse é papinho de conformismo e tal, podem falar, mas ficar chutando o balde e jogando palavras ao vento não resolve nada, ou resolve? Só sairemos dessa situação vergonhosa se tivermos TRABALHO e é isso que espero da direção nesse momento.
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