Feliz 2016! | Ivan H. Schuster

Acabou-se o ano esportivo de 2015 para nós, Xavantes. Não dá para dizer que foi um ano ruim, médio ou mesmo bom. Fui um ano muito bom, excelente até. Daqueles de encher o peito de ar, erguer a cabeça, levantar as mãos aos céus e agradecer por ser Xavante. Sim, ser Xavante é uma dádiva. Ser Xavante e campeão é pedir demais. Ninguém merece tanta felicidade. Seria injusto para com os demais.

Não vou repetir todas as conquistas deste atual grupo, porque a mídia tem feito isto recorrentemente. Aliás, só dá Xavante em todos os meios e canais de comunicação. Somos a bola da vez em todos os canais de televisão, jornais, estações de rádio e sites na internet, tanto em âmbito regional como nacional. É nóis! E há quem ache que o importante é nunca ter fechado. Fazer o quê? Só podemos rir, enquanto choram. Lamento muito. É a vida. Que chorem.

Pois, minhas companheiras e companheiros de arquibancada, que momento vivemos. Pela primeira vez, em décadas, poderemos planejar a médio e longo prazos. Aliás, poderemos planejar algo além da próxima competição. Poderemos, por exemplo, pensar em contratações para dois, três anos e não apenas para o campeonato do momento. Sei que a verba da TV é importante. É um recurso financeiro bastante significativo. Mas, acho eu, mais importante ainda é a possibilidade de estruturarmos um plano de sócios, pensando no longo prazo; é termos visibilidade nacional e atrairmos cotas de patrocínio maiores; é termos maior poder de negociação junto aos atletas que venham a nos interessar; é termos condições de projetar um fluxo de caixa com maior grau de precisão; enfim, é sairmos da situação do acordar sem saber se teremos condições de almoçar. Um tempo onde jantar é um sonho distante e improvável. É podermos pensar no amanhã, que o de hoje está garantido. Estamos de bucho cheio.

Sei que temos inúmeros problemas e que eles não desapareceram com as recentes conquistas. E tampouco desaparecerão por si só. A maioria destes problemas são relacionados a nossa infra-estrutura, que há muito tempo já dá sinais de esgotamento. Mas também sei que, com os pés no chão, com muita humildade e trabalho, estamos em condições muito melhores para enfrentá-los. Se há um momento bom para enfrentá-los – e sabemos bem que um dia teremos que fazê-lo – o momento é este. Como diz o dito, o cavalo está passando encilhado. Resta-nos ter a habilidade e inteligência para montá-lo. Pior outros, que estão tendo dificuldades até para montar em uma vaca no brejo. Que dureza!

A partir de agora teremos desafios muitos maiores do que até então enfrentamos. Dentro de campo, uma nova realidade nos aguarda. No Gauchão, seremos o time a ser batido. Contra nós jogarão a vida. Teremos que provar, a cada apresentação, que merecemos estar na posição de terceira força futebolística do Estado. Ninguém aliviará. Nas competições nacionais – sim, assim mesmo, no plural – teremos que nos adaptar a um maior grau de dificuldade. Enfrentaremos adversários mais qualificados e teremos deslocamentos enormes em um campeonato longo. Nós, Torcedores Xavantes, não conseguiremos mais fazer excursões para acompanhar os nossos Guerreiros em todas as apresentações. Vamos sentir saudades da Copinha? Obviamente não. Além do que, o Xavante nunca se apresenta sem a Maior e Mais Fiel. Torcedor Xavante é como mosca, tem em todos os lugares, seja em Livramento, Porto Alegre, Rio de Janeiro ou Fortaleza. Isto mesmo, a inveja é uma merda.

Conclusão, estamos cheios de problemas e enormes desafios a enfrentar. Que bom. Lutamos por isto. Torcemos muito para que este momento chegasse. Que venha 2016, que eu já estou começando a ficar ansioso. Que chorem todos, e muito, na Série B sou eu quem estou.

Abs.









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