Vou aonde você for…

Quando a torcida Xavante canta nas arquibancadas “Vou aonde você for, só pra ver você jogar…” não é à toa. No Gauchão 2014 a torcida do Brasil se fez presente nos nove jogos fora de casa. Nesses nove jogos, o Brasil perdeu apenas dois. A união entre o time e a torcida foi um dos principais motivos da ótima campanha. Teve jogo fora de casa que nos permitiram apenas 350 ingressos no estádio padrão Fifa. Tivemos o presidente do coirmão querendo limitar ingressos. Tivemos apenas 1.500 ingressos na semifinal na Arena da OAS e eles tiveram que ser arredados. Por isso que sempre fomos conhecidos como o “Trem pagador”. O Brasil nunca joga sozinho. Pode ser no interior do Rio Grande do Sul, em São Paulo, no Tocantins, não importa, sempre teremos a torcida do Brasil ao lado do clube.

Nós não ficamos de blá blá blá e falsas lendas. Nós viajamos e comprovamos, como abaixo. Aí estão os nove jogos fora do G.E.Brasil nesse Gauchão 2014. É ou não é a maior e mais fiel do interior?

Caxias do Sul – 25/01 – SER Caxias 0 x 1 Brasil

Caxias x GEB

Novo Hamburgo – 06/02 – Novo Hamburgo 0 x 1 Brasil

Novo Hamuburgo x GEB

Pelotas – 09/02 – Pelotas 1 x 1 Brasil

Pelotas x GEB

Rio Grande – 12/02 – São Paulo/RG 0 x 0 Brasil

São Paulo-RG x GEB

São Leopoldo – 23/02 – Aimoré 1 x 1 Brasil

Aimore x GEB

Porto Alegre – 26/02 – Internacional 1 x 0 Brasil

Inter x GEB

Lajeado – 09/03 – Lajeadense 0 x 1 Brasil

Lajeadense x GEB

Porto Alegre – 12/03 – São José 1 x 1 Brasil

São José x GEB

Porto Alegre – 26/03 – Grêmio 2 x 1 Brasil

Gremio x GEB 2
Fotos: Carlos Insaurriaga – AI G.E.Brasil.

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Premiação do Gauchão 2014

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Jogadores, comissão técnica e diretoria levantam a taça de campeão. Foto: Carlos Insaurriaga

Na noite da última segunda-feira aconteceu em Porto Alegre a premiação aos destaques do Campeonato Gaúcho de 2014. O Xavante concorria com sete indicações à seleção do campeonato. Luiz Muller como melhor goleiro, Fernando Cardoso e Evaldo como melhores zagueiros, Leandro Leite como melhor volante, Alex Amado como melhor atacante, Rogério Zimmermann como melhor treinador e Fabrício Marin como melhor dirigente. A seleção escolhida pelos jornalistas que cobriram o Gauchão premiou Luiz Muller como melhor goleiro e Fernando Cardoso como um dos melhores zagueiros. Muito merecido. Afinal, foi a melhor defesa do campeonato.

Além da seleção do campeonato, os campeões foram premiados. O G.E.Brasil recebeu o troféu de campeão do interior. Título conquistado após a vitória contra o Veranópolis na Baixada na última rodada da primeira fase do campeonato.

Acompanhe abaixo como foi a participação Xavante na premiação do Gauchão 2014.

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Não sejamos imbecis

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Leio que o atacante Fred, do Fluminense e da Seleção Brasileira, manifestou-se através de uma rede social a respeito da “pressão” que teria levado de componentes de uma torcida organizada do Fluminense em razão da desclassificação do clube no Campeonato Carioca e de um mau resultado na Copa do Brasil. Parabéns ao atacante pelo corajoso, necessário e urgente posicionamento. Torço para que outros tantos atletas e dirigentes se manifestem no mesmo sentido e com a mesma veemência.

A evolução da nossa sociedade não mais comporta este tipo de atitude em relação aos jogadores de um clube. Primeiro, por descabido, incorreto, bárbaro e irracional. Segundo, por ineficiente que é. Futebol não é questão de honra e muito menos razão de vida. Futebol é esporte e como tal deve ser entendido. Em atividades esportivas, perde-se, empata-se e ganha-se. E sempre existirão muito mais perdedores do que ganhadores, óbvio. Adversários não são inimigos, são somente adversários. Quem não consegue entender isto, deve se afastar dos estádios e procurar tratamento médico adequado. Ao menos que pare de ver BBB, Pânico e acessar o Facebook e vá ler um livro decente. Educação é a base de tudo.

Já fui integrante – e até fundador – de torcida organizada. Posteriormente posicionei-me contrário a existência destas torcidas por entender que haviam perdido o sentido de ser, pois prestavam-se mais a violência e delinquência do que ao ato de torcer organizadamente. Hoje entendo que a questão não é se as torcidas devam ou não existir, acho até que devam continuar existindo, mas quem as compõem e como o clube as enxerga e se relaciona. A questão é mais relativa a educação, atuação e respaldo do que a existência propriamente dita.

Futebol não é questão de honra e muito menos razão de vida. Futebol é esporte e como tal deve ser entendido.

E, desta forma, os clubes têm muita responsabilidade. Está certo o Fred quando coloca que as diretorias dos clubes necessitam mudar a forma de relacionamento com as torcidas organizadas. Devem excluir os privilégios e impor mais rigor àqueles que ultrapassem a linha da legalidade. Nenhum clube precisa de torcedor bandido, muito menos de uma gangue travestida de grupo de torcedores. Torcida organizada, deve torcer de forma organizada, ponto. O diretor que os acolhe é tão bandido quanto, ou mais.

Torcedor torce, dirigente dirige, treinador treina e jogador joga. O jogador é contratado pelo treinador (diretor), que é contratado pelo diretor, que é eleito pelo torcedor. Se o torcedor está insatisfeito ou entende que algo está errado, deve resolver na eleição da diretoria, não invadindo o vestiário. O poder definitivo está na mão de quem elege e não do eleito.

Mas o que surpreende mesmo, é que as desculpas para estes atos giram sempre ao redor do mesmo tema, a paixão, o entusiasmo, a angústia, o desespero e todo aquele blá-blá-blá. É sabido que nada disto justifica e nem faz sentido, não sustenta 5 min de argumentação. A verdade é que se acham o máximo e são uns idiotas, imbecis por excelência. Usam a força pela incapacidade de usarem a razão. Por serem incapazes de ter um pensamento propositivo, uma ideia evolutiva, agridem. Acham-se valentes e são uns covardes, pois invariavelmente atuam em bando e em grande maioria. Imbecis, idiotas e covardes. Chamar-lhes de burros seria elogio.

Houve tempo, não muito distante, que muitos Torcedores Xavantes, independentemente de pertencerem ou não a alguma torcida organizada, glorificavam-se por terem roubado, depredado ou brigado nas excursões ou mesmo nas apresentações do GEB no Bento Freitas. Recentemente, na apresentação do GEB na Arena Portoalegrense da OAS, tivemos o triste episódio da destruição de dezenas de cadeiras trazendo grande prejuízo aos já combalidos cofres do nosso Xavante. Atos como estes agregam nada, zero mesmo, ao torcedor individual, a Torcida Xavante e muito menos ao clube, que ao fim e ao cabo foi quem pagou a conta. Depois, quando o clube não consegue contratar os atletas e demais profissionais necessários por falta de recursos, estes mesmos imbecis reclamam que o plantel é ruim.

O que estes animaizinhos de quatro patas e orelhas pontudas precisam entender é que em pouco tempo seus atos até poderão ser lembrados, mas eles, os imbecis, estarão totalmente esquecidos. A imagem boa mesmo, que impressionou, que dá vontade de ver e rever inúmeras vezes, é a da festa, da alegria e do orgulho em ser Xavante. É a imagem de 1.500 serem ouvidos em tom maior que os 20.000 contrários. É cantar o “Tem que olhar, para aprender …”. Isto, sim, teve e tem um valor enorme. O que conta é o grupo, a Torcida Xavante como um todo, forte, e não a ação individual de um ou outro imbecil.

Temos que ser a torcida mais respeitada e admirada, e não a mais temida. Afinal de contas, somos a Maior e Mais Fiel Torcida do Interior do RS, sempre.

Abs.


Ivan Schuster
Onda Xavante

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Xavante com Bom Senso

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Tenho acompanhado, tanto quanto possível, e certamente bem mais do que os dirigentes da CBF, Federações e Globo, as ações e propostas pelo Bom Senso Futebol Clube ( http://www.bomsensofc.org ). De tudo que já li e ouvi, parecem-me as propostas mais sensatas e coerentes. Uma coisa é certa, algo diferente do que está aí deve ser feito. Ao menos tentado.

Há alguns dias li uma entrevista do presidente uruguaio, José Mujica, em que ele explicava de onde teria surgido a proposta de regulamentação da maconha. Disse ele, que já haviam tentado todas as demais opções e nada havia dado resultado. Ao contrário, o número de usuários continuava crescendo. Pior, o Estado estava sem condições de conter ou controlar a criminalidade vinculada ao tráfico e distribuição de drogas. Ou seja, estavam perdendo o jogo. Precisavam mudar a estratégia. Pensar algo diferente, inusitado, inovador. É um argumento forte e inteligente. Há um dito, que confesso não ter a menor ideia de quem o fez, que diz “Se fizeres uma ação qualquer sempre da mesma forma, o resultado será sempre o mesmo”. Simples e verdadeiro. Para mudar o resultado, deve-se mudar a forma de fazer. Tentar o novo.

“Se fizeres uma ação qualquer sempre da mesma forma, o resultado será sempre o mesmo”

E é assim que entendo as propostas apresentadas pelo Bom Senso Futebol Clube. Por que não tentar? Acredito que a opinião da esmagadora maioria das pessoas que acompanham o futebol brasileiro, em qualquer contexto ou divisão, seja de que está muito ruim. Muito ruim, para ser generoso com as palavras.

A CBF e Federações, sob forte influência da Globo, não conseguem montar um calendário minimamente inteligente. O público nos estádios é deprimente – a quarta divisão do futebol inglês leva mais público do que a primeira divisão do futebol brasileiro –, praticamente todos os clubes estão com dívidas insanáveis, os jogadores não recebem os seus vencimentos acertados, os clubes de divisões inferiores não possuem calendário cheio e muito mais, ou menos. É só pensar em algo ruim em termos de organização que o futebol brasileiro tem. Isto sem falar que a cada término de campeonato sempre resta a tensão de um possível tapetão. A Portuguesa vem aí.

O caso do GEB, por exemplo, terá um intervalo de quatro meses sem uma competição. E não estamos falando de um clube qualquer. Simplesmente, somos participantes da Copa do Brasil 2015 e Campeonato Nacional Série D 2014, além de termos a maior torcida do interior do RS e termos obtido o título de Campeão do Interior do RS em 2014. Se para nós está assim, o que dizer da condição dos demais? Um ECP, por exemplo, que acaba de ser rebaixado e expõe de forma escancarada as suas crises e antagonismos internos? Como planejar o futuro? Nem com ajuda da Mãe Dinah!

Pensando no GEB, que fez um Campeonato Gaúcho digno, fico imaginando a dificuldade para a renovação dos contratos. Certamente alguns, talvez vários, dos nossos atletas e membros da comissão técnica, estejam recebendo propostas de clubes que disputarão a Copa do Brasil, Séries C ou B, que já têm início previsto para daqui a alguns dias. A Copa do Brasil 2014, inclusive, já começou. Como apresentar uma proposta para um profissional, convencendo-o a permanecer no GEB, parado por uns 3 ou 4 meses, possivelmente ganhando menos, em vez de ir para um clube, que pode nem ser tão expressivo, mas onde já estará atuando e possivelmente com mais uns trocos no bolso? Difícil, né? Pois é esta a situação posta, ou imposta.

E por que isto ocorre? Um dos motivos certamente é o desencontro de calendários, que são concebidos olhando apenas para as Séries A e B. E nem estas séries, diga-se, possuem um calendário decente. Se a Série D fosse iniciada junto com as demais séries do Campeonato Nacional, o prejuízo seria menor. Haveria uma maior igualdade. Teríamos jogos, receita, movimentação da Torcida e tudo mais, que nos proporcionariam melhores condições para negociar.

No meu entendimento, existem duas causas para os dirigentes das Federações, CBF e Globo insistirem em manter tudo como está, incompetência ou interesses pessoais. E não está fácil acreditar que sejam tão incompetentes ou, muito menos, burros.

Sou um incentivador de que clubes como o GEB, unam-se ou explicitem seu apoio ao Bom Senso Futebol Clube. Já está mais do que na hora de haver um basta em tudo isto que aí está imposto. Chega de viver de mesada, de mendigar, de ter que participar de reuniões apenas como “concordino”, de ser submisso, de ser humilhado. Qual a utilidade de uma Federação, da CBF, dos inúmeros cartolas, etc e tal, se nem um calendário decente conseguem produzir? Se não conseguem, ao menos, informar se um jogador está em condições de atuar ou não em uma partida. O que fazem lá, além de tomar cafezinho e chimarrão, projetos de prédios nababescos ou de eventos em lugares paradisíacos?

Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.


Ivan Schuster
Onda Xavante

Abs.

 

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Torcedor Xavante na Champions League

O torcedor Xavante, Narinho Costa, deu entrevista ao site Globoesporte.com ao vivo antes da partida entre Barcelona e Atlético de Madrid válido pela Champions League, em Barcelona, na tarde da última terça-feira.

É a Xavantada dominando o mundo.

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