Calma, o … !!! | Ivan Schuster

Estamos a poucas apresentações de enxergarmos uma luz no fim do túnel. Por um longo tempo, tempo demais, não tínhamos, nem mesmo, a certeza de estarmos dentro de um túnel. Agora, não apenas há claros sinais de ser este breu um túnel, mas de que estamos muito próximos de vermos a saída. Uma saída, provavelmente, ainda muito longe. Ainda assim, uma saída. Não dá para disfarçar o sentimento e a emoção. Haja coração.

 Certo que não temos o melhor time do mundo. Talvez Bayern de Munique, Barcelona e Real Madrid estejam um pouco a nossa frente.

Eu já vi e vivi muitas apresentações do GEB. Algumas, memoráveis. De encher o peito de alegria. Vi elencos com protagonistas de alta qualidade. Pelo gramado do Bento Mendes de Freitas já passaram grandes caciques e grandes guerreiros. Como esquecer uma meia cancha que tinha Lívio e Andrezinho? Uma dupla de zaga composta por Silva e Aloísio? O que dizer da expectativa quando de uma falta a ser cobrada pelo Zezinho? Pois estas emoções estão de volta.

Ainda contaremos aos nossos netos que vimos Leandro Leite e Washington, provavelmente uma das melhores duplas de volantes que vestiram o manto rubro-negro. Ou que, nos idos de 2013/2014, nos levantávamos, mesmo que só ouvindo pelo rádio, cheios de esperança de que o gol sairia, a cada arrancada de um baixinho endiabrado, rápido como uma flecha Xavante, cujo próprio nome descrevia o sentimento da torcida para com ele e o time. Sim senhoras e senhores, nos lembraremos para sempre do Cirilo, um zagueiro Xavante, cria da casa, que jogava com alma, emoção e vontade. E, certamente, nos lembraremos para sempre de Rogério Zimmermann, o professor que ensinou a todos, que um trabalho sério, feito com profissionalismo e determinação, dá resultado. Nós estamos presenciando a história ser escrita. Melhor, fazemos parte do roteiro. Somos personagens.

A espera foi sofrida, mas finalmente temos novamente um time que nos dá confiança e esperança. Foi-se o tempo da incredulidade, de chorar por uma sobra no bate e rebate dentro da área, do desespero do bumba-meu-boi ou de passar dias rezando para os deuses do futebol nos ajudarem. Hoje, vamos às apresentações do GEB confiantes, de cabeça em pé e com o peito estufado. Está bem, ainda rezamos para os deuses do futebol nos ajudarem. Sabemos que não tem galinha morta, mas sabemos, mais ainda, que as chances de uma boa apresentação e de uma vitória são reais. Perder faz parte, mas não mais entramos em campo com uma provável derrota decretada. Podem nos ganhar, mas tem que suar no bigode. Se não fizerem por merecer, não levam.

Certo que não temos o melhor time do mundo. Talvez Bayern de Munique, Barcelona e Real Madrid estejam um pouco a nossa frente. Teriam que nos enfrentar para sabermos. Mas, dentro da nossa realidade, certamente temos o que de melhor poderíamos ter. Um time coeso, equilibrado, forte e com muita disposição. O melhor time do interior do Estado, empurrado pela Maior e Mais Fiel Torcida do Interior do Rio Grande do Sul. Não por acaso, despachamos o campeão paulista, por duas vezes, e deixamos o vice-campeão paranaense no chinelo. São fatos! Não tem volta. Está registrado.

Não dá para não ficar animado. Que momento! Uh, Caldeirão!

Sim, estou com os nervos à flor da pele. Empolgado, animado, satisfeito, motivado, orgulhoso, mas, acima de tudo, nervoso. Muito nervoso. Mais ainda, estou ansioso. Isto, nervoso e ansioso. Tenso também. Nervoso, ansioso e tenso. Sobreviver é preciso.

Em tempo: acho que foi gol da Penapolense.

 

Abs.


Ivan Schuster
Onda Xavante

 









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