Não se chuta lobo morto – Ivan H. Schuster

Observei ontem, durante a apresentação Xavante – O Xavante não joga, apresenta-se – que haviam alguns espaços vazios nas arquibancadas. Lugares que poderiam ter sido preenchidos pela Torcida Xavante.

Fiquei encucado e comecei a imaginar nas possíveis razões para estes espaços vazios. Uma constatação simples, e que parece-me sensata, é que a nossa Torcida, apesar de ser A Maior e Mais Fiel do Interior do RS, não possui número suficiente para ocupar todos os espaços, salvo em apresentações frente ao Flamengo, Vasco da Gama, Atlético/PR e outros grandes clubes contra os quais estamos nos acostumando a atuar. Grandes embates, grandes públicos.

Fiquei preocupado. Se não conseguimos encher o estádio agora, com estas arquibancadas metálicas, imaginem quando o novo Bento Freitas estiver concluído? Soluções precisam ser pensadas, ações precisam ser tomadas.

Uma das causas para o número insuficiente ou, ao menos, não na quantidade capaz de lotar o Caldeirão em todas as apresentações, pode estar atrelado ao tamanho da cidade. Se pegarmos São Paulo, por exemplo, são quase vinte milhões de habitantes na região. É bem mais fácil colocar quarenta mil no Itaquerão, do que nós, que estamos em uma região com uma população inferior a quatrocentos mil, colocarmos dez mil. Matemática simples. Regrinha de três básica.

Outra questão importante – não determinante, mas ainda assim importante – é o fato de existirem na cidade mais dois outros clubes, dividindo a preferência da população. Certo, não é uma divisão igualitária, mas influencia.

Identificado um problema, passemos as possíveis soluções.

É sabido que os dois outros clubes da cidade jogam apenas dois ou três meses ao ano e, ainda sim, normalmente de forma vexatória. E a tendência é piorar. Assim, pensei em o GEB montar uma parceria com estes clubes para criarem uma categoria de sócios que permitisse aos seus integrantes assistirem as apresentações do GEB na Baixada. Tenho até a sugestão de nome para o plano de um dos clubes(reservo-me o direito de não dizer qual clube): Luebo Fuerte

Teria vantagens para os dois lados. O GEB aumentaria o número de espectadores, com o consequente aumento da renda e, pelo lados deles, seria uma forma de dar um certo prazer e conforto a pobres almas aflitas. Teriam a oportunidade única em todo o interior do estado de assistirem apresentações envolvendo grandes clubes de expressão nacional e internacional. Bom para todos. Diríamos, que seria uma espécie de projeto comunitário e com forte apelo social e humanitário. Ser Xavante também é ser cidadão.

Outra idéia, acho esta até mais simples de ser implementada, seria a de estimulá-los e fecharem de vez as portas, venderem o patrimônio e quitarem as dívidas. Caso sobrasse algum dinheiro, poderiam montar um plano de saúde e distribuir anti-depressivos e estimulantes aos poucos remanescentes. Igualmente, aceitaríamos de bom coração a adesão de antigos torcedores destes clubes ao nosso plano de sócios.

Claro que estas idéias não bastariam para lotar o Novo Caldeirão, pois estamos falando de algumas dezenas, quiçá centenas, de torcedores frustrados, sofridos, amargurados e depressivos. Mas já seria um começo. Pensando melhor, o maior ganho seria sentirmos a emoção e o prazer de estarmos ajudando um semelhante nosso a sair desta difícil situação de não ter time para torcer.

#SouBQueroSerA

Abs.









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